quinta-feira, 19 de junho de 2008

...

ZÉ: Bença padre.
PADRE: Deus o abençoe meu filho.

ZÉ: Padre, o Sr. lembra do João pintor?
PADRE: É claro meu filho.

ZÉ: Pois é padre, o João veio a falecer.
PADRE: Que pena, morreu de quê?

ZÉ: Moro numa rua sem saída e minha casa é a última.
Ele desceu com o carro e bateu no muro de casa.
PADRE: Coitado, morreu de acidente.

ZÉ: Não, ele bateu com o carro e voou pela janela.
Caiu dentro do meu quarto e bateu a cabeça no meu guarda-roupa de
madeira.
PADRE: Que pena, morreu de traumatismo craniano.

ZÉ: Não padre, ele tentou se levantar pegando na maçaneta da porta que
se soltou e ele rolou escada abaixo.
PADRE: Coitado, morreu de fraturas múltiplas.

ZÉ: Não padre, depois de rolar a escada ele bateu na geladeira, que caiu
em cima dele.
PADRE: Que tragédia, morreu esmagado.

ZÉ: Não, ele tentou se levantar e bateu as costas no fogão, a sopa que
estava fervendo caiu em cima dele.
PADRE: Coitado, morreu desfigurado.

ZÉ: Não padre, no desespero saiu correndo, tropeçou no cachorro e foi
direto na caixa de força.
PADRE: Que pena, morreu eletrocutado.

ZÉ: Não padre, morreu depois de eu dar 2 tiros nele.
PADRE: Filho, você matou o João?

ZÉ: Uai, o cara tava destruindo minha casa...

Nenhum comentário: